Um Olhar Nômade, por André de Miranda

O Super feminino, desenho cego, de De Castro Pinto

“Diz-se de tribos e raças humanas que não têm pouso fixo e vagueiam errantes”, mas De Castro Pinto, eterna buscadora, transfere seu olhar em cada gesto, em cada linha; ultrapassa os limites da leitura visual do desenho e transpõe na pintura: seu próprio rosto.
   Parte do desenho cego, não se intimida com a cor. Concentra-se em suas mulheres. Percebe duplo movimento, desconstrução. Foras de foco, narrativas, criatura e criador. Espaço legítimo quando percebe o significado verdadeiro da visão da natureza humana.
   Uma resposta à questão do que acontece quando realizamos a ideia de se auto-retratar, engajando-se na ação. Diferenças deste olhar são provenientes da filosofia das experiências.
   A figura de Cecilia De Castro Pinto se auto-sustenta, se cuida, desenvolve um sistema imunológico “altamente” resistente a todo tipo de “mau-olhado”, pois nela a autonomia do amor existe.
 
André de Miranda
Artista visual

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